quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

-----------QUANDO O MEL AMARGA------------

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Portugal é um cortiço
Onde os favos escasseiam
Obreiras por eles guerreiam
E o pólen é desperdício.
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Há sempre boas vontades
Apregoadas à entrada
Mas força não declarada
Contraria as veleidades.
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Vigor das obreiras, murcha
Mestra no lugar de Deus
Absorve os esforços seus
E o mel para fora puxa.
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Se há flores há trabalhos
Juntas recolhem o pólen
Mas poucas, o seu mel comem
Para obreiras, só bugalhos.
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Nosso esforço mal empregue
Dizem as obedientes
Para aquela que as faz crentes
Vá ao diabo que a carregue.
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1/2/2012.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O FINANCEIRO, O PODER E O DEMOS

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Francos, outros e germanos
Outrora da paz divorciados
De novas núpcias se vestiram
Na cama do euro se uniram
Com solicita e vaticana bênção.
Feridos na sua prepotência
apelidaram de infeliz desobediência
A democrática pose helenística.
Do outro lado do mar a influência;
Se nós é que delineamos,
como ousas desafiar-nos
Consultando o velho povo?
Entra em linha de novo
Guarda a democracia para as ilhas.
Somos o guia do mundo inteiro
Deixa-te dessas arqueologias
Nós decidimos, o financeiro.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

----------- A ESTÉRIL POLÍTICA -----------

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Dia após dia, o teu legado é a incerteza
Feita de palavras que engendram pobreza.
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Na política verborreica com que te opões
Como maldizente, em gritarias, aos repelões,
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Apenas em dúvidas nos fazes crescer
Como se no fim nada tivesses a perder.
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Nas páginas em caixas de ignorância
onde se inverte o sentido e relevância,
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É a irresponsável voz que te oferecem,
Espaço concedido aos que não merecem,
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O pão que da ceifa política nasce,
Dessa sementeira, donde nada renasce.
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Teu espírito raso e pobre é inato,
Todavia, continuas sendo candidato.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

-----------COMEÇA PELO PRINCÍPIO-----------

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No princípio da caminhada, melhor antes
Eras apenas vulto e matéria bruta
Pesada e tosca como uma rocha
O que nem os sons naturais escuta
Eras um "sem rumo", como os errantes
Perdido de vez, tinhas de encontrar a tocha.
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Mas, em qualquer lugar, antes do princípio
Todos os caminhos se multiplicam e cruzam
Labirintos onde a certeza está de fora
Fachos sem esperança que luz não produzam
Levam-nos como matéria escura ao precipício
Onde há viventes, mas a Verdade não mora.
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Não esqueças, tudo um princípio tem
Na forja toda a matéria se vai purificando
A rocha de lima em lima se transforma
Cozinhado, fervendo, que sabor vai apurando
Podes errar no lume, sabedoria logo vem
Atento ao caminho que rumo certo é norma.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

---------POEMA ... INACABADO ---------

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(Momentos)
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Num repente, uma sombra, sem sol
Que os raios do alto acariciassem,
Sobressai no espectro, e as formas
a preencherem o vazio, ali no espaço
onde outra luz não caberia.
Olhos, quase rejeitam as normas
E tentam penetrar no todo que não se vê
Iluminando para lá do opaco manto,
Regala as mentes que param de espanto.
E todo o perfil que a beleza espelha
Sua natura o Inverno esconde.
São aparições de onde em onde
Que a imaginação foca como uma centelha.
E nesta visão sem ritmo, sem métrica,
Sem lógica, sem amor, sem rima,
É poema rejeitado, a quem se destina
E o momento, ao nada se definha.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

---LEI SEM PODER É LIBERDADE SEM LEI---

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Explodem em espectros como os foguetes
No arraial "valseuse" do palco mediático
Depois perscrutam de seus minaretes
O resultado desse "injecto" anestésico.
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Somos o terceiro poder, é o que eles dizem
Apenas com as armas da língua, afiada
Mentiras soltam, desde que por aí deslizem
Soltas, pelas "bocas" de rua, à descarada.
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Tanto que nem o maior, Eleito, escapa
Nem por elegância nem lei que efeito produza
Na tela, incisivos como gume de uma faca
Sem um critério que à ética se reduza.
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Mas, se com a liberdade, é confusa a lei
A que nesta pradaria andamos a ler
De abertura desfrutam, como juízo rei,
Que roam as unhas, que caneta é poder.
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E é Portugal que no seu espaço acolhe
Em cada noite, na choupana, os costumes
Só a censura, porque distraídos, os tolhe
E porque à superfície se julgam imunes.
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Tardam os poderes, ao desvario reagir
São Três, os que nossa democracia pariu
Mas, que se cuidem, se "Magistra", não reunir
Ver-se-ão, pela média, a justiça fugir.
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Dois Pilares as alimentam, algazarras,
E um Terceiro, que a julgar, bem o seria
Ajudam os bandos de "eunucos", em fanfarras
Como se o país fosse, uma simples janaria.
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Ai liberdade, quem te pudesse agarrar
Seria o tal Mundo Novo, como o de Abril
Ai verdade, quem te soubesse apreciar
Enterraria aquele regime fétido, vil.
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A outros poderes rezam, máfias reles
Para lá do ecrã, e do vulgo escondidos
Dão como doce, a antena nas "passerelles"
Povo que assiste, sempre, sempre os vencidos.
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Até um dia ...
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sábado, 31 de outubro de 2009

----------CAMINHOS ADVERSOS----------

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A este soneto endeusado
Nada me liga de acuidade
Noutro sentido tenho andado
Procurando a grande Verdade.
"eu"
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Revejo meus conceitos de Natura
Não consigo suporte em teu altar
Porque não sei como hei-de estar
Repenso o que seria uma vida pura
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Vejo no hábito enorme rotura
Nesses caminhos para o (teu) paraíso
Porque pareces desigual em juízo
Não me inspiras jus à Deusa Criadora
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Perdes na definição, o ambiente
Julgas-te do divino o escolhido
Escravos, os filhos de tanta gente
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Perdes a razão, preces sem sentido
Só na aparência, és um ser clemente
Sonhas com o mundo a ti submetido.
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